Por Marianna Magnoni
A propaganda política não foi criada com Obama, ela existe há séculos. Nazistas, comunistas, democratas e até anarquistas a usaram para divulgar idéias. Existiu uma época na qual quem fosse pego fazendo propaganda política de partidos que não fossem o do governo vigente seria condenado a morte.
Isso nunca funcionou, a propaganda é incontrolável e é natural que se espalhe em todas as direções, de acordo com Goebbels: “Fazer propaganda é falar de uma idéia por toda a parte, até nos bondes. A propaganda é ilimitada em suas variações, em sua flexibilidade de adaptação e em seus efeitos”.
Para o bem ou para o mal, o marketing político não pode ser extinto, política permite projetar seu desejo de aventuras e de heroísmo em um estadista ou líder político. Toda a habilidade da propaganda consiste em fazer-nos acreditar que esse estadista, esse chefe de partido, esse governo nos representar e não somente defender nossos interesses, mas também endossar nossas paixões, nossos cuidados, nossas esperanças, mas até que ponto isso é verdade? Até que ponto as pessoas acreditam no horário eleitoral?
“Propaganda” é uma das palavras mais desacreditadas. Muitos consideraram a propaganda como um método de perversão e de mentiras. A conseqüência disso é que a propaganda, função política natural, se escondeu na informação, esconde-se por detrás das “notícias” e das estatísticas.
Não podemos matar, como era já foi feito, quem faz propaganda política, ou ignorá-la. Ela estará presente de qualquer forma. A única solução é informar a população sobre as técnicas e formas de se fazer propaganda eleitoral, para que assim, seja possível aumentar o grau de discernimento na hora do voto. A questão é: Quem fará isso
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