O sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou 197 km² de desmatamento na Amazônia nos meses de fevereiro a abril. O número, considerado baixo pelo Inpe, é influenciado pela cobertura de nuvens, que chegou a 88% da área em março.
"Como a densa cobertura de nuvens reduziu muito a capacidade de observação por satélites, não é possível afirmar que estes números representem uma redução no desmatamento em relação ao mesmo período de 2008", diz o boletim divulgado pelo Inpe. Em 2008, a área registrada foi de 1.992 km² de desmatamento. Os números devem ser comentados pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na tarde desta terça-feira.
O Deter registrou, nos meses de fevereiro, março e abril de 2009, respectivamente, 143 km², 17 km² e 37 km² de desmatamentos por corte raso ou degradação progressiva. A cobertura de nuvens foi de 80% em fevereiro, 88% em março e 73% em abril.
No trimestre, o estado com mais áreas desmatadas foi o Mato Grosso, onde foram registrados 111 km². Os 197 km² de desmate foram registrados em Mato Grosso, Rondônia, Roraima e do Pará. Os Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Tocantins e Maranhão não foram monitorados devido à alta cobertura de nuvens no trimestre.
Entre novembro e abril, meses em que a intensidade de nuvens na região amazônica prejudica a observação por satélites, o Inpe divulga os dados sobre desmatamento trimestralmente. A partir de maio, a divulgação dos dados volta a ser mensal.
No trimestre de novembro de 2008 a janeiro de 2009, o Deter registrou uma área total de 754,3 km² de desmatamento. O Estado com mais áreas foi o Pará, com 318,7 km².
Noticia publicada em 02/06/2009 - 10h53, do UOL Notícias, São Paulo.
