A miss dentro de cada um
“Paz! Eu quero paz! Não aguento mais, chega de guerras, brigas, conflitos! Eu quero paz!” Falando assim parece até fácil. Muito se fala, mas pouco se faz a respeito da paz. Quando alguém é perguntado sobre o seu querer para o futuro, a probabilidade de ouvir “paz” é bastante grande. Mas experimente perguntar o que essa pessoa está fazendo para que, de fato, sua vontade se torne realidade. E isso se estende a pessoas desde as mais ordinárias até os políticos de mais alto calão.
E é com vontade de mudar essa realidade, que algumas pessoas resolvem tomar uma atitude. A mais atual delas: Marcha Mundia Pela Paz e Não-Violência. O projeto consiste em uma grande marcha pelos seis continentes e noventa países, passando por todas as estações, desde o calor dos trópicos até o frio da Sibéria. Começará dia 2 de Outubro (nascimento de Gandhi, e “Dia Internacional da Não-Violência”) desse ano na Nova Zelândia, e deve terminar dia 2 de Janeiro de 2010, na Argentina. Enquanto a Marcha não acontece, vários projetos já estão sendo organizados e implantados paralelamente e independemente do projeto em si. Qualquer atitude que faça diferença é válida. No decorrer deste ano, fóruns, debates e eventos de todo tipo relacionados ao tema, acontecerão por todo o mundo. Inclusive, já existe um comitê formado por alunos da ESPM, com apoio de alguns professores, para discutir e tomar atitudes em prol da não-violência.
O projeto foi criado pela organização internacional “Mundo Sem Guerras”, lançado pela “Movimento Humanista”, que já atua em prol da não-violência há 15 anos. Muitos certamente não acreditarão na marcha, dizendo que isso não bastará para o mundo mudar, ou então que é um exagero e etc. Mas seus idealizadores têm objetivos bastante claros. Acredite se quiser: com apenas 10% do que se gasta com armas, pode-se erradicar a fome do mundo. Imagine se uma porcentagem maior ainda desse dinheiro todo pudesse ser revertida para a melhoria da vida das pessoas ao invés de ser usada para a destruição. Milhares de vozes no mundo clamam por paz, porém parecem mais sussuros. Com a marcha, a voz dessas pessoas finalmente será ouvida.
A Marcha pretende alcançar: a erradicação de armas nucleares no mundo todo; a imediata retirada de tropas invasoras em territórios ocupados; a redução progressiva de armas convencionais; a assinatura de tratados de não agressão e a renúncia, por parte de governos, da guerra como solução para resolver conflitos.
Vale lembrar que, apesar da organização ser da “Mundo Sem Guerras”, a participação cabe a cada um. Está na hora de acabarmos com esse história de ficar só falando e não fazer nada. O momento chegou para os indivíduos sem voz serem finalmente ouvidos! Milhões de pessoas como nós estão agonizando pelo fim das guerras e da violência em geral. Entre em contato com o comitê da ESPM (marchamundial.espm@gmail.com) e deixe de ser mais uma miss pedindo a paz universal.
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Envie para um amigoSobre o autor: Comunicação - ESPM Social